Manaus/AM – Isabel Cristina Simplício, de 52 anos, conhecida nas redes sociais como “Bebel Aventureira”, construiu uma audiência fiel mostrando a rotina simples que levava no sítio onde vivia, na Zona Norte de Manaus. Pescadora e pequena empresária, ela compartilhava vídeos do cotidiano, sempre enfatizando a vida próxima da natureza. A trajetória de Isabel foi interrompida nesta terça-feira (9), quando ela foi encontrada morta no local onde morava.
A presença de Bebel nas redes sociais começou após incentivo da filha, a influenciadora digital Isabelly Aurora. Mesmo sem muita experiência com tecnologia, Isabel passou a registrar atividades do dia a dia, como pescarias, preparo de refeições e cuidados com o quintal. Os conteúdos, marcados pela espontaneidade, atraíram seguidores interessados em sua rotina longe de excessos. O último registro publicado por ela mostrava um café da manhã simples no sítio
Além da presença digital, Isabel mantinha uma vida marcada pelo trabalho. Desde jovem, conciliava a pesca com pequenos empreendimentos, buscando sustento a partir da própria produção. Segundo relatos da família, ela tinha forte ligação com o ambiente rural e valorizava o estilo de vida no campo, que retratava com frequência nas redes.
A morte de Isabel levou a Polícia Civil a abrir investigação por feminicídio. O namorado dela, José Brito, é apontado como principal suspeito e está sendo procurado. De acordo com o delegado George Gomes, a vítima apresentava sinais de espancamento, enforcamento e perfurações na região dos olhos. O casal estava junto havia menos de um ano e não havia registros anteriores de violência formalizados.
Nas redes sociais, Isabelly Aurora lamentou a morte da mãe e afirmou que a personagem “Bebel Aventureira” representava o que ela mais gostava: a vida no sítio e a proximidade com a natureza.
Suspeito foi encontrado morto
Horas depois da morte de Isabel, o principal suspeito, José Brito, foi encontrado morto com sinais de extrema violência no Tarumã, em Manaus; segundo o delegado Fábio Silva, ele foi torturado por membros do Comando Vermelho, teve os olhos perfurados a tiros e foi executado com cinco disparos, em uma ação que a polícia aponta como um “recado” da facção pelo feminicídio.



