No Amazonas, 596.795 famílias estão aptas a receber recursos do Bolsa Família. O investimento do governo federal é de R$ 441 milhões. O valor médio é de R$ 740,51 e o pagamento começou início nesta quarta-feira (18) pelo final do NIS (Número de Identificação Social).
Em três municípios do estado — Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira —, o pagamento foi unificado nesta quarta (18). A medida é adotada para cidades incluídas nas ações de enfrentamento a desastres, como enchentes, inundações e períodos longos de seca e estiagem.
No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 325,5 mil crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância no Amazonas. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento para assegurar esse repasse no estado é de R$ 47,6 milhões.
O Bolsa Família inclui outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 29 mil gestantes, 13,5 mil nutrizes e 559,8 mil crianças e adolescentes de 7 a 18 anos no estado. Para esses pagamentos, o investimento é de R$ 28,8 milhões.
Específicos
Neste mês, o Bolsa Família alcança no Amazonas, em seu grupo prioritário e específico, 2,7 mil famílias com pessoas que vivem rua, 75,4 mil indígenas, 4,8 mil quilombolas, 123 com crianças em situação de trabalho infantil, 750 com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 15,2 mil com catadores de material reciclável.
A capital, Manaus, é o município com maior número de beneficiários, com 231,8 mil famílias atendidas. Na sequência estão Parintins (20.449), Manacapuru (19.643), Itacoatiara (15.937) e Autazes (15.021).
Valor médio
Santo Antônio do Içá é o município amazonense com maior valor médio de benefício: R$ 875,13 neste mês. Em seguida aparecem São Gabriel da Cachoeira (R$ 874,56), Jutaí (R$ 853,80), Atalaia do Norte (R$ 847,22) e São Paulo de Olivença (R$ 843,69).
Dentro das ações de enfrentamento a desastres previstas no programa de transferência de renda para situações como secas, enchentes, inundações e eventos climáticos extremos, 171 municípios recebem o pagamento de maneira unificada, no primeiro dia do calendário. Com isso, 381 mil famílias que vivem em cidades em estado de emergência ou calamidade pública poderão movimentar o recurso a partir desta quarta-feira.
Os beneficiários contemplados estão distribuídos em nove estados que enfrentam dificuldades em decorrência de eventos climáticos extremos. São eles: Piauí, Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Bahia.
Primeira Infância
No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 8,28 milhões de crianças de zero a seis anos recebem neste mês o Benefício Primeira Infância. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar. O investimento é de R$ 1,18 bilhão.
O Bolsa Família também prevê outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50, que chegam a 13,8 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 650,6 mil gestantes e 347,3 mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento supera R$ 692,6 milhões.
Específicos
Neste mês, o Bolsa Família alcança, em seu grupo prioritário e específico, 266,7 mil famílias com pessoas em situação de rua, 250,8 mil com pessoas indígenas, 294,4 mil com quilombolas, 3,4 mil com crianças em situação de trabalho infantil, 56,4 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 408,7 mil com catadores de material reciclável.
Como costuma ocorrer no Bolsa Família, 84,14% dos responsáveis familiares são mulheres: 15,7 milhões. As pessoas de cor preta/parda representam a predominância entre os beneficiários e somam 35,8 milhões (73,3%).
Outra criação da nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe 50% do valor. Esse parâmetro atinge, em março, 2,35 milhões de famílias.
Roraima é o estado com maior valor médio de repasse aos beneficiários em março: R$ 751,82. Amazonas (R$ 740,51), Acre (R$ 728,59), Amapá (R$ 726,79), Pará (R$ 705,93) e Maranhão (R$ 702,44) completam a lista das seis maiores médias.



