Em um anúncio carregado de simbolismo e emoção, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), confirmou oficialmente nesta segunda-feira (23/02) sua pré-candidatura ao Governo do Amazonas. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa no Comfort Hotel, no Distrito Industrial, marcando o início de uma nova etapa na política local. Sob o pretexto de revelar “a verdade que o Amazonas precisa saber”, o prefeito de Manaus, David Almeida, confirmou o que os bastidores políticos já especulavam. Em um discurso que mesclou o peso do luto recente com o planejamento de novos rumos, Almeida delineou seus próximos passos e oficializou a transição de poder na capital amazonense. Ao se despedir do comando da prefeitura, o tom de Almeida foi de profunda lealdade e confiança em seu sucessor. Direcionando suas palavras a Renato Junior, ele relembrou as raízes de ambos no Morro da Liberdade, para chancelar a passagem de bastão. Com gratidão evidente, o prefeito afirmou que deixa a cidade nas mãos de um homem decente e de valor, a quem considera um irmão forjado nas lutas de longa data. Essa declaração buscou não apenas validar o novo gestor perante a opinião pública, mas garantir que sua base política e administrativa permaneça sólida e unida.
A renúncia ao cargo municipal foi justificada de forma direta como o início de um projeto mais abrangente para a região. David Almeida foi categórico ao afirmar que precisava abrir mão da atual posição para abraçar um desafio estadual. Com os olhos agora voltados também para o eleitorado fora da capital, ele anunciou sua principal estratégia de pré-campanha para os próximos meses. A partir de abril, o político promete entrar no barco para percorrer os rios e visitar intensivamente os municípios do interior do estado, buscando consolidar alianças e dialogar diretamente com as populações ribeirinhas e rurais.
O momento de maior impacto da coletiva, porém, ultrapassou as fronteiras da política partidária e tocou na vulnerabilidade humana. Visivelmente emocionado, Almeida falou sobre a imensa dor de ter perdido o filho há apenas um mês. A tragédia pessoal, que poderia naturalmente justificar um afastamento da vida pública, converteu-se em um testemunho de força em seu discurso. Demonstrando resiliência, ele cravou que não iria se acovardar diante do luto e que seguirá em frente para honrar seus compromissos. Foi um encerramento que humanizou a figura pública, unindo a dor irreparável da perda à firmeza exigida de quem postula o mais alto cargo do Executivo amazonense. A tragédia pessoal, no entanto, converteu-se em um testemunho de força em seu discurso: demonstrando resiliência, ele cravou que não iria se acovardar diante do luto e dos desafios políticos. Elevando o tom para demarcar seu espaço na disputa e rechaçar tentativas de intimidações: “Eu prefiro me afogar no Rio Negro e no Solimões do que me entregar aos poderosos. Esses forasteiros do mal não podem determinar o que nós devemos fazer. O povo do Amazonas é bom e generoso”. Assumindo a figura de quem enfrenta os poderosos e diz não à opressão, ele encerrou a fala com um aviso claro para a corrida eleitoral que se aproxima: “Não adianta me intimidar”.



