Um crime brutal de feminicídio chocou a população da Vila Jussara, na zona rural do município de Água Azul do Norte, no sul do Pará, na manhã deste domingo (25/1). A vítima foi identificada como Maria Socorro Freitas de Oliveira, de 54 anos. O autor do crime é Dorival José de Oliveira, de 67 anos, ex-companheiro da vítima. O casal estava separado há mais de um ano, e o principal suspeito não aceitava o fim do relacionamento.
De acordo com informações apuradas junto à Polícia Militar e relatos de veículos locais, Lourival entrou em um estabelecimento comercial — descrito como um mercadinho ou posto de combustíveis na Vila Jussara — e disparou várias vezes contra Maria Socorro. Testemunhas e imagens de câmeras de segurança registraram o momento da ação, que demonstra a frieza do ataque. A vítima foi atingida por pelo menos seis tiros e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local. Logo após o feminicídio, o suspeito fugiu em um veículo branco e seguiu em direção ao distrito de Rio Vermelho, na região conhecida como “Gogó da Onça”, entre os municípios de Sapucaia e Eldorado dos Carajás, pela rodovia BR-155. Equipes da Polícia Militar iniciaram uma perseguição policial. Durante a fuga, já nas proximidades do “Gogó da Onça”, Lourival colidiu deliberadamente — ou de forma violenta — o carro contra uma carreta que trafegava pela rodovia. O impacto foi frontal e extremamente forte, resultando na morte do homicida no local do acidente.
O motorista da carreta sofreu apenas ferimentos leves, assim como alguns policiais da guarnição envolvida na ocorrência, que apresentaram escoriações leves. O caso está sendo investigado pelas autoridades policiais para esclarecer todos os detalhes, incluindo a motivação completa do feminicídio e as circunstâncias exatas que levaram ao acidente fatal durante a fuga. A Polícia Civil deve apurar se houve intenção de suicídio por parte do autor ou se o choque foi acidental em meio à perseguição. Esse tipo de crime reforça a gravidade da violência doméstica e de gênero na região, onde casos de feminicídio continuam a gerar comoção e demandam maior atenção das políticas públicas de proteção à mulher.



