O governador Wilson Lima (União Brasil) e o vice-governador Tadeu de Souza (Avante) voltaram a aparecer juntos em eventos do governo do estado. Isso não acontecia há quase dois anos, desde 2024, quando cada um tomou rumo político diferente nas eleições a prefeito de Manaus. Wilson foi apoiar Roberto Cidade (União Brasil) e Tadeu, a reeleição de David Almeida, seu líder e presidente estadual do Avante.
O encontro dos dois aconteceu em duas agendas públicas. Primeira, às 17h, na Fapeam, no anúncio de R$ 81 milhões do governo estadual para pesquisas e desenvolvimento de ciência e tecnologia. A segunda foi às 19h, na formatura de 557 alunos da Fundação Matias Machline.
Gestos em dois atos
No primeiro ato, Wilson e Tadeu sentaram juntos, falaram ao pé de ouvido e posaram para fotos dando likes. Nos discursos, eles trocaram afagos. Tadeu agradeceu o apoio do governador e, em troca, ouviu o reconhecimento do titular por sua dedicação à pauta da ciência e tecnologia no estado.
Também foi a oportunidade de Wilson Lima dizer que eles sempre estiveram juntos, trabalhando em sintonia. “Enquanto eu estava na capital, o vice estava no interior comandando jornadas de cirurgias de catarata”, exemplificou.
Por sua vez, Tadeu de Souza respondeu com um post em seu Instagram com três fotos, nas quais aparece com Wilson Lima. Numa delas, eles se mostram sorrindo descontraidamente.
No segundo ato, o vice-governador, que é engresso da Fundação Matias Machline, agradaceu a ajuda que o estado estendeu à institutição, que hoje tem 319 aunos com cursos financiados pelo governo.
Oficialmente, também houve mudança no tratamento com Tadeu de Souza. Por exemplo, antes não tinha, hoje já tem Tadeu de Souza nos releases da comunicação do governo. A notícia que a Secom distribiu ontem, para se ter ideia, dizia no título:
Cordialidades reforçam rumores
Toadas essas cordialidades reforçam rumores de que o governador Wilson Lima deve mesmo deixar a chefia do Executivo estadual no início de abril. Se isso vier a acontecer, sua renúncia colocará Tadeu de Souza no cargo de governador titular. Com o poder nas mãos, ele pode se candidatar à reeleição, como fizeram Omar Aziz, em 2010, e José Melo, em 2014.
Nesse caso, a troca de afagos públicos de governador e vice seria uma sinalização de que eles poderão estar na mesma chapa nas eleições deste ano. Ou que, se não estiverem no mesmo palanque, um não deverá atrapalhar o outro.



