A Assembleia Legislativa do Amazonas ajustou a estrutura técnica para a eleição indireta que escolherá governador e vice-governador para o mandato-tampão no Estado. A votação está marcada para 4 de maio, na sede da Aleam, e ocorre após as renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza, que abriram caminho para a posse interina de Roberto Cidade no comando do Executivo estadual.
A Diretoria-Geral da Aleam realizou reunião nesta terça-feira (28) para definir regras de acesso ao plenário, cobertura da imprensa, segurança, suporte jurídico, cerimonial, comunicação e estrutura de votação. Segundo o diretor-geral Wander Motta, a medida foi necessária porque a eleição indireta é uma situação inédita e atrai forte interesse político e público.
Ao todo, cinco chapas foram registradas. A chapa 1 tem William Bitar Barroso dos Santos, do PSDB, como candidato a governador, com João Ricardo de Melo e Lima, do PL, como vice. A chapa 2 reúne Roberto Cidade, do União Brasil, e Serafim Corrêa, do PSB. A chapa 3 é formada por Cícero Alencar e Roque Lane, ambos do DC. A chapa 4 tem Sérgio Bezerra e Audriclea Frota, do Novo. A chapa 5 apresenta Daniel Araújo e Daiane Araújo, do PT.
A disputa tem peso político superior ao tempo do mandato. Embora o vencedor governe até janeiro, o resultado servirá como termômetro para a eleição estadual de outubro e para a reorganização das forças políticas no Amazonas. Roberto Cidade entra na disputa ocupando interinamente o governo, o que lhe dá visibilidade institucional, mas também amplia a cobrança sobre o uso da máquina pública em período eleitoral.
A Aleam, por sua vez, passa a ser o centro real da sucessão estadual. A votação indireta tira momentaneamente o eleitor da decisão e transfere aos deputados estaduais a escolha do comando do Executivo. Por isso, transparência, publicidade dos atos e clareza nas regras serão fundamentais para reduzir questionamentos políticos e jurídicos.



