O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou uma representação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o aprofundamento das investigações sobre uma suposta conexão entre o Banco Master, a Reag Investimentos e pessoas investigadas na Operação Carbono Oculto.
A ação foi enviada ao ministro André Mendonça e tem como base uma reportagem que aponta que cerca de R$ 100 milhões atribuídos a investigados conhecidos como “Primo” e “Beto Louco” teriam sido movimentados por meio da Reag Investimentos com destino ao Banco Master.
No documento, Lindbergh pede que a Polícia Federal rastreie a origem e o destino dos recursos, identifique beneficiários finais e apure possíveis crimes como lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e infrações contra o sistema financeiro nacional.
O parlamentar também solicita o compartilhamento de informações entre Polícia Federal, Banco Central, Coaf, Receita Federal e Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além da preservação imediata de documentos, registros bancários, dados eletrônicos e comunicações internas relacionadas ao caso.
Outro pedido é a análise de medidas cautelares, como bloqueio e indisponibilidade de bens dos investigados.
Segundo Lindbergh, estruturas financeiras complexas podem facilitar a ocultação de recursos e a destruição de provas, tornando urgente o avanço das investigações.
O caso agora será analisado pelo STF.



